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FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES
Atividades Culturais
Chamou a atenção da equipe de trabalho a exclusão à qual os jovens deste projeto estão submetidos. A região onde moram oferece poucas opções de lazer; não há praças, parques ou centros culturais públicos. O Projeto não previa atividades culturais, mas era claro para a equipe da ECOS que, se quiséssemos provocar uma mudança de atitude nos jovens, era preciso levá-los a vivenciar outras experiências a partir das quais pudessem descobrir seu lugar na sociedade. A vivência com as mais diversas atividades culturais, põe os jovens em contato com outras dimensões da realidade social e com possibilidades de reconhecê-la e de transformá-la.
Por isso, a equipe ECOS tem procurado, na medida do possível, desenvolver atividades de arte-educação e/ou facilitar a participação do grupo em atividades culturais.
Até o momento foram realizadas uma oficina de percussão, uma visita ao Itaú Cultural para participação no programa Guerrilha, da TV Cultura, e a ida ao Teatro Folha para assistir à peça Merlim.
Depois da peça, os atores conversaram com a platéia. Foi um importante momento de interação entre os atores e os jovens do grupo.
"O que me serviu de experiência ao assistir a peça foi que Merlin era tão sábio e por um momento de sua vida foi enganado por sua própria sabedoria. É conseguir entender que a sabedoria não é tudo, é preciso sempre algo mais, saber usá-la". (Lucimaia, 17 anos).
A participação no programa Guerrilha ofereceu ao grupo a oportunidade de conhecer os bastidores de um programa de televisivo elaborado por jovens e para jovens. O tema do programa foi gravidez na adolescência.
A oficina de percussão foi realizada num sábado à tarde, na quadra da Escola Milton Campos, no Jardim Icaraí. O professor convidado, Mirton de Paula, iniciou a oficina com noções de ritmo e melodia. Em seguida, todos escolheram um instrumento musical e a batucada teve início.
No começo foram trabalhados apenas ritmo, com a contagem de tempo; depois, saiu muito som: samba, rap, funk, forró. Essa oficina contou com a participação de jovens do movimento hip hop (Família Black Gera) e de crianças da comunidade que estavam no local.
"Gostei, pois gosto sempre de aprender coisas novas e, acima de tudo, úteis. A música, assim como os sons, transmitem nossos sentimentos. Quando estive na oficina de percussão, gostei muito, pois a nossa alegria, acima de tudo, foi transmitida de forma contagiante. Foi muito bom como o professor nos ensinou a tocar os instrumentos, porque a ajuda de um profissional sempre é boa e bem vinda". (Josivam, 16 anos)
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