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FORMAÇÃO DE MULTIPLICADORES
Oficinas
Metodologia de Trabalho
A metodologia adotada neste projeto é a de ressonância comunitária - por meio de rodas de conversa, proposta por Rodrigo Vera (1999 - Assessor (FAO) em Estratégias de Promoção e Educação para a Saúde Sexual e Reprodutiva e Membro da equipe de apoio técnico da UNFPA para a América Latina e Caribe).
O método consiste em criar espaços de diálogo e sobretudo de escuta para estimular a autonomia dos sujeitos por meio da problematização, troca de informações e reflexão para a ação. As rodas são espaços onde a fala dos sujeitos ganha legitimidade num processo de ensino-aprendizagem e de reconhecimento uns dos outros como sujeitos, com saberes, opiniões e valores próprios. Fazer parte da roda permite que os jovens se sintam amparados, porque ali estão pessoas com as quais eles podem se identificar de alguma maneira, seja porque moram na mesma comunidade, seja porque pertencem a um mesmo grupo etário ou étnico, seja porque têm as mesmas dúvidas ou curiosidades. A roda permite conhecer o outro e a se reconhecer no grupo.
As Reuniões
Quinzenalmente, a equipe da ECOS se reúne com os grupo de jovens numa sala da Unidade Básica de Saúde do Jardim Icaraí para a realização de oficinas.
São atividades de integração e de formação, desenvolvidas a partir de temas específicos, tais como corpo e sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, sexualidade e prazer, negociação do uso da camisinha, direitos sexuais e direitos reprodutivos, sempre a partir de uma perspectiva das relações de gênero e de raça.
O foco das oficinas é permitir a conscientização da necessidade de adoção de práticas preventivas em relação às DST/Aids e a associação do uso da camisinha ao prazer.
Também são realizadas oficinas na sede da ECOS. Essas atividades têm por objetivo integrar os jovens a um outro ambiente social, favorecendo o reconhecimento de outros espaços de convivência. Além disso, as oficinas na ECOS visam a elaboração de material impresso, desenvolvido com a participação do grupo de jovens a partir do conhecimento adquirido nas atividades realizadas.
"A minha primeira visita à ECOS, eu achei boa e marcante. Me senti muito bem porque fomos bem recebidos. É um ambiente bem confortável e que nos traz muitas esperanças ao ver aquelas pessoas que estão ali trabalhando em frente ao computador e que mostram interesse pelo nosso grupo e de muitas outras coisas. Eles são pessoas muito gentis e nos receberam sem nenhum preconceito e com um abraço amigo que todos os adolescentes precisam, procuram e querem ter". (Denise, 18 anos)
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