PERFIL

Perfil do bairro

Localização: Brasilândia fica na região noroeste da Grande São Paulo, com uma população de 250.000 moradores, sendo que 14% deles (35.300) tem entre 13 a 19 anos.

Taxa de natalidade: A taxa é de 28,02 por mil habitantes, maior que a do Município de São Paulo (21,79 por mil habitantes). A proporção de gravidez na adolescência entre jovens de 14 a 17 anos, considerando o total de nascidos vivos, é de 8,6%; a taxa de fecundidade das adolescentes é de 57,7 por mil mulheres.

Atividade econômica: A atividade econômica da região e os setores que mais disponibilizam empregos são o comércio, serviços, indústrias transformadoras, construção civil e utilidades públicas. O desemprego é um grave problema: 80% das famílias vivem dos benefícios previdenciários destinados a idosos e deficientes e 68,1% dos jovens não estão inseridos no mercado de trabalho.

Educação: O bairro possui 14 escolas municipais e 17 estaduais, que atendem perto de 40.000 estudantes dos ensinos fundamental e médio. Apresenta déficit de vagas para o ensino fundamental, 32,7% dos jovens de 15 a 17 anos não freqüentam a escola e 50,9% dos jovens entre 18 a 19 anos não concluíram o ensino fundamental.

Saúde: Brasilândia possui 5 unidades de saúde da família, 5 unidades básicas de saúde, 1 unidade ambulatorial especializada, 1 unidade de urgência e emergência geral e 1 unidade de apoio à saúde mental, mas não possui hospitais públicos.

Aids: O bairro apresenta o 3º maior número de mortalidade entre os homens e o 1º entre as mulheres (dados da Prefeitura de São Paulo). A taxa de indivíduos com Aids é de 18,28 por 100 mil habitantes, maior do que os outros distritos com número semelhante de habitantes.

Lazer: Há escassez de equipamentos de lazer e cultura para a comunidade e principalmente para o jovens, para os quais o bar acaba sendo a única alternativa de lazer.

Violência: O número de homicídios entre pessoas do sexo masculino é o mais alto da região norte do município de São Paulo, sendo que a taxa de mortalidade por homicídio de jovens masculinos de 15 a 19 anos é de 354,60 por 100 mil habitantes. A taxa de óbitos por 100 mil habitantes é 13,61 (acidente de trânsito, homicídio e suicídio). Essas taxas estão entre as mais altas da cidade de São Paulo.

Diagnóstico: De acordo com esses indicadores, Brasilândia configura-se como um bairro que não oferece muitas oportunidades a sua população adolescente e jovem, exposta a situações de alta vulnerabilidade, principalmente aquelas relacionadas às DST/Aids.

Fontes: IBGE, Seade, Datasus, Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de SP/PRO-AIM.