Políticas de saúde para o homem adolescente

Homens adolescentes também têm necessidades de saúde sexual e reprodutiva, embora eles ainda não são objeto de políticas específicas de saúde. Foi com o objetivo de levantar subsídios para o planejamento de ações e, posteriormente, criar políticas públicas sobre essa importante questão, que a Ecos realizou a pesquisa Jovens do Sexo Masculino, Sexualidade e Saúde Reprodutiva: um estudo de caso na comunidade de Capuava, Santo André, São Paulo, em 2000 e 2001, com apoio da Fundação Ford.

As pesquisadoras da Ecos, Sylvia Cavasin, Sandra Unbehaum, e Valéria Nanci Silva apresentaram as conclusões desta pesquisa em eventos realizados este ano em Recife, durante o seminário Homens, Sexualidade e Reprodução: tempos, práticas e vozes, desenvolvendo o tema O que eles falam sobre o jovem não é sério... e em Cuba, no
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I FORO en VIH/SIDA/ITS de América Latina y el Caribe, com o tema Juventude e Prevenção das DST/AIDs.

Em 2002, na Argentina, durante o seminário Sexualidad y Salud Reproductiva de Varones Jóvenes, o tema exposto foi Jovens do Sexo Masculino, Sexualidade e Saúde Reprodutiva. O objetivo das três apresentações foi mostrar os resultados da pesquisa, trocar experiências e discutir questões relacionadas com masculinidades, vulnerabilidade dos jovens e uso indevido de drogas.

A pesquisa, que estudou jovens do sexo masculino na área do Centro de Saúde Escola de Capuava, periferia do município de Santo André, constatou que eles não estão contemplados nos programas de saúde sexual e reprodutiva, sendo que a única porta para sua entrada nos sistemas de saúde ainda é através da medicina curativa. Definiu também que qualquer programa de saúde e de educação sexual que venha a ser implantado precisa abordar os aspectos sociais e psicológicos da sexualidade.