PROJETOS
Projeto Escola Sem Homofobia









Caderno Escola sem Homofobia

Peça-chave do kit, articulado com os outros componentes (DVDs/audiovisuais, guias que acompanham os DVDs/audiovisuais, boletins). Não traz respostas prontas, mas diretrizes, informações, conteúdos teóricos, marcos normativos e legais, conceitos básicos e sugestões de dinâmicas/oficinas práticas para a(o) educadora(or) trabalhar o tema da homo/lesbo/transfobia em sala de aula, na escola, na comunidade escolar, visando à reflexão, compreensão, confronto e eliminação da homofobia no ambiente escolar.

As propostas de dinâmicas contidas no caderno têm interface com os DVDs, audiovisuais e boletins.

O Caderno traz os seguintes capítulos:
1. AGRADECIMENTOS, APRESENTAÇÃO E INTRODUÇÃO

2. DESFAZENDO A CONFUSÃO
• Gênero: as desigualdades entre as mulheres e os homens
• Diversidade sexual
• Homofobia
• A luta pela cidadania LGBT

3. RETRATOS DA HOMOFOBIA NA ESCOLA
• Preconceitos e estereótipos
• A Homofobia na escola:o que dizem algumas pesquisas
• A homofobia no currículo escolar
• Práticas e espaços escolares
• Para enfrentar a homofobia: rever práticas, espaços e suas intencionalidades
• O currículo e a transversalidade: a inclusão dos temas sociais na escola

4. A DIVERSIDADE SEXUAL NA ESCOLA
• Caminhos para uma escola sem homofobia
• Projeto político-pedagógico e diversidade sexual na escola
• Plano de ação: uma escola sem homofobia
• Considerações finais

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Anexo 1 – Para trabalhar com os Boleshs
• Anexo 2 – Como trabalhar com materiais audiovisuais

O capítulo – “Desfazendo a confusão” – apresenta e discute o conceito de gênero e a forma como os conteúdos das diversas disciplinas escolares transmitem os modos de pensar, sentir e agir considerados apropriados ao sexo masculino, em contraposição àqueles vistos como adequados ao sexo feminino. Ainda nesse capítulo, em vista da necessidade de conhecer alguns conceitos importantes para entender a diversidade sexual, pretende-se esclarecer dúvidas do senso comum e desconstruir conceitos equivocados a respeito de identidade de gênero e orientação sexual.

Evidenciando a premência dessas discussões, o capítulo aborda destacadamente a homofobia na escola, desvelando a necessidade de se observarem atentamente informações e conhecimentos adquiridos no cotidiano escolar e nos livros didáticos, e a importância de falar do assunto como forma de enfrentar o preconceito e a discriminação contra a mulher e as/os LGBTs.

Para finalizar, sob o subtítulo “A luta pela cidadania LGBT”, o capítulo aborda a história dos movimentos, das conquistas e dos desafios das/os LGBTs por sua cidadania, no Brasil e em outros países, revelando a importância da inserção desse grupo nos planos das políticas públicas nas várias áreas e níveis, entre os quais a escola.

O segundo capítulo – “Retratos da homofobia na escola” – propõe desocultar e desconstruir a homofobia no cotidiano escolar, explorando conceitos que possibilitem discutir e compreender as sutilidades dos estereótipos criados em torno de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, demonstrando como o silêncio diante de manifestações homofóbicas pode conduzir a agressões e violências de todo tipo.

O objetivo é fornecer fundamentos que estimulem a elaboração de um currículo que permita adotar a transversalidade como possibilidade de incluir, entre os temas sociais relevantes, o enfrentamento da discriminação e da violência decorrentes dos preconceitos relativos a gênero e a orientação sexual.

Também compõem esse capítulo dados de pesquisas que revelam a existência de uma cultura homofóbica nas escolas. Destaca-se, nessa parte, a importância da discussão acerca das práticas escolares, nelas incluso o currículo, em que subjazem conceitos dogmáticos, especulativos e naturalizantes sobre orientação sexual, seja por meio da linguagem utilizada no cotidiano do ambiente ou da forma em que os conhecimentos são oferecidos nos livros didáticos e nas disciplinas ou matérias curriculares, assim como na organização sexual dos espaços da escola.

Em seu terceiro e último capítulo – “A diversidade sexual na escola” –, a proposta é contribuir, com reflexões e sugestões de atividades, para a elaboração de planos de ação voltados à construção de PPPs (Projetos Político-Pedagógicos) que respondam à necessidade de enfrentamento da homofobia na escola.

A idéia central, nessa parte, é a de mobilizar a comunidade escolar para que a diversidade seja contemplada com as devidas extensão e responsabilidade nos currículos e nas práticas escolares, enfrentando os desafios cotidianos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero de estudantes, professoras(es) e toda a comunidade escolar. Com esse objetivo, foram elaborados caminhos e pistas para uma escola sem homofobia, imbricados na sugestão de elaboração detalhada de PPP para subsidiar um processo coletivo de sua construção, execução e avaliação.

O Anexo 1 traz sugestões de atividades a serem desenvolvidas com cada Bolesh (Boletim Escola sem Homofobia).

O Anexo 2 apresenta dicas gerais para trabalhar com audiovisuais (filmes, programas de televisão, internet), programas de rádio etc.

Cada capítulo do Caderno pode ser lido e trabalhado separadamente e na ordem julgada a mais conveniente pela educadora(or). Cada eixo temático tem seus significados. As indagações dos diversos textos se reforçam e se ampliam, permitindo que também sejam trabalhados em interface com os outros componentes do kit: os seis Boleshs e os DVDs e audiovisuais Medo de quê?, Boneca na mochila, Torpedo Encontrando Bianca e Probabilidade.

Vale ressaltar que o Caderno não é a resposta, mas apenas uma ferramenta – ou uma coleção delas – visando alterar concepções didáticas, pedagógicas e curriculares, rotinas escolares e formas de convívio social que funcionam para manter fronteiras rígidas entre as sexualidades e entre os gêneros que reproduzem a homofobia no âmbito escolar, de onde são também retransmitidas aos demais ambientes sociais. A ideia é fazer com que se percebam as situações em que essas fronteiras são demarcadas e a homofobia é reproduzida, e se aprenda com elas, também propondo novas formas de argumentação, mobilizando e multiplicando práticas e linguagens que abram possibilidades de contribuir com a construção de práticas pedagógicas e institucionais que valorizem positivamente a diversidade sexual.

 
ECOS - Comunicação em Sexualidade
Rua Araújo, 124 - Vila Buarque - 2º andar - CEP 01220-020 - São Paulo/SP - Brasil
Tel. 11-3255-1238 - ecos@ecos.org.br
CONTATO